NOM QUEREMOS VOLTAR À NORMALIDADE. QUEREMOS MUDÁ-LO TODO! 🔄

Abril 21, 2020 | Queremos mudá-lo todo!

Vivemos, mais umha vez, o início dumha crise económica dentro do marco do sistema capitalista. Se bem nesta ocasiom a sua forma muda e vê-se acelerada pola emergência sóciossanitária.

Abre-se um novo tempo de regressons sociais em que vemos como está a crescer o desemprego por conseqüência da aprovaçom de ERTES (na Galiza som aprovados por volta de 90% das solicitudes). Umha medida que, longe de beneficiar à classe trabalhadora ou mesmo às pequenas empresas, é aproveitada pola oligarquia empresarial para garantir que nom se veja reduzida a sua taxa de ganho e que as perdas sejam socializadas mentres que os lucros sigam a cair em maos privadas. O resultado? A classe trabalhadora fica sem emprego e com perspetivas de que se desenvolvam as trampas legais para que muitos desses despedimentos temporais se convertam em definitivos. É resultado do caos do mercado e a gritante falta de planificaçom da vida económica que provoca que as classes populares vejamos ainda mais acentuado do que já o era o peso dum futuro incerto.

Observamos já hoje diferentes efeitos imediatos. Vemos com esta crise umha continuaçom do aumento de demanda de trabalho reprodutivo, uns trabalhos que nom só nom estám a ser compartilhados com os homens, senom que para além do próprio sesgo de género dá-se um forte sesgo de classe. Vemos como caem os setores produtivos onde umha alta percentagem de trabalhadoras precárias éram mulheres que agora passam ao desemprego. Vemos como a maior parte das empregadas dos setores que estám a em primeira linha de cuidados contra a pandemia som mulheres, tendo mais risco de contágio e vemos como o empobrecimento das trabalhadoras favorecem um contexto que leve ao aumento dos níveis de mercantilizaçom dos nossos corpos.

Vemos como se impujo a militarizaçom das nossas ruas desde o minuto primeiro da declaraçom do Estado de alarme, sob umha linguagem belicista aludindo a umha guerra que se ganharia com umha suposta “unidade nacional” como fórmula para vencer ao vírus. Nom houvo tanta agilidade para realizar umha verdadeira paralisaçom dos setores económicos considerados nom essenciais expondo centos de milheiros de trabalhadoras e trabalhadoras ao contágio e arriscando ainda mais um já colapsado sistema sanitário.

Mediante a camuflagem de medidas absolutamente necessárias e inevitáveis levou-se a amplas capas populares a aceitar com resignaçom a nova ofensiva do capital contra a classe trabalhadora. Deste modo a populaçom aprova a presença militar nos nossos bairros, nas nossas vilas… culpando-se entre vizinhança, assinalando a quem temos ao carom e assumindo que o problema radica em estarmos rodeadas de “irresponsáveis”. É assim que mediante a política da “doutrina do shock” vam criando as condiçons ideais para que o Estado poda manter a aplicaçom de diferentes medidas em matéria económica, social, repressiva… que noutros contextos seriam objeto de protestos sociais.

Para além disto apresenta-se um presumível processo de recentralizaçom do regime com tendências como as que fomos vivendo desde já antes de entrarmos oficialmente na situaçom de emergência sanitária pondo de manifesto a inviabilidade de gestons autonómicas que, no fundo, dependem sempre de instâncias estatais. Dum Estado que é garante do mantimento da ordem social e económica do capitalismo. Entom a falta de soberania impede que se tomem medidas concretas adaptadas à nossa realidade e em benefício das classes populares do nosso país.

Contra isto nom abonda com voltarmo-nos a cenários prévios à pandemia onde o capitalismo nom é capaz de sustentar as suas próprias contradiçons, onde a classe dominante artelha a restriçom progressiva das nossas liberdades individuais e coletivas e dos direitos humanos com o objetivo de conservar os seus privilégios e manter os seus padrons de vida.

Nom queremos volver a essa “normalidade”. Devemos aspirar à imprescindível socializaçom do independentismo como ferramenta necessária para atingirmos soberania que permita atingirmos o nosso objetivo de emancipaçom nacional de classe e género.

Perante um Estado espanhol que age como o principal garante do vírus do capitalismo, do sistema que nos condena à destruiçom das nossas vidas as jovens nom queremos voltar à normalidade: QUEREMOS MUDÁ-LO TODO!

 

Cartaz base

Mudemo-lo todo